Entrevista com Pe. Paulo sobre a festa de Nossa Senhora Aparecida

pp Pe. Paulo concedeu uma entrevista ao jornal Diário do Rio Doce. Leia na íntegra:

1. Há quanto tempo acontece a Festa de Nossa Senhora Aparecida na

paróquia da Ilha?

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, da Ilha, foi criada em 02 de junho de 1962 pelo primeiro bispo diocesano de Governador Valadares, Dom Hermínio Malzone Hugo. Portanto há 52 anos, tendo como Pároco o Pe. Henrique Vander Feeten, acontece a festa de Nossa Senhora Aparecida aqui na Paróquia da Ilha. Inicialmente era uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, localizada na Av. Mucuri, onde atualmente é a Loja-bar Casa Bonita.

2. Qual a importância dessa celebração para a comunidade?

Eu diria que ela é de grande importância não só para a comunidade da Ilha, como para toda a Igreja Particular de Governador Valadares, uma vez que a Ilha é a única Paróquia que tem Nossa Senhora Aparecida, como padroeira. Embora existam muitas comunidades espalhadas por toda a diocese em honra a Nossa Sra. Aparecida, Paróquia é somente a Ilha em toda a diocese de Gov. Valadares. Sendo assim, tal qual o Santuário Nacional de Aparecida do Norte (SP) é um ponto de convergência de fé e devoção para todo o povo Brasileiro, a Paróquia da Ilha faz eco em âmbito diocesano a esta grande devoção do nosso povo católico à Virgem da Conceição Aparecida, sendo que a sua novena acontece anualmente de 03 a 11 de outubro e a sua Festa no dia 12 como uma grande oportunidade de evangelização e revigoramento da Fé para o grande número de fiéis, não só da Ilha, mas de todas as paróquias que participa das festividades litúrgicas e devocionais. Lembrando ainda que a sua festa, se não cai no domingo, como neste ano, é sempre um feriado Nacional, por ser ela a Padroeira do Brasil.

3. Vivemos em um mundo onde constantemente precisamos de algum tipo de
consolo espiritual. Qual a mensagem deixada por Nossa Senhora Aparecida?
A história da Aparição da imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba, daí o título de Aparecida – aquela que apareceu e se deixou encontrar – é com certeza, a grande mensagem a ser acolhida em todos os tempos. Assim como naquele momento histórico 1717, quando imperava a opressão no Brasil com uma nação dividida entre escravos e livres, negros e brancos, Nossa Senhora Aparecida veio como um sinal claro da subversão de Deus aos esquemas humanos, “os meus pensamentos não são como os vossos pensamentos,, e vosso caminhos, diz o senhor não são como os meus caminhos. Estão os meus caminhos acima dos vosso caminhos e meus pensamentos acima dos vosso pensamentos quanto está o céu acima da terra.”(Is 55,8-9) A saber: uma imagem que é encontrada em duas partes, corpo e depois, separadamente, a cabeça, símbolo de uma sociedade dividida entre opressores e oprimidos. Também a cor escura da imagem encontrada não passou despercebida como um sinal do Deus que é Pai, que ama com a ternura do coração de uma mãe e não faz acepção de raça ou de cor, mas ama a todos como filhos e filhas e quer que todos vivam como irmãos e irmãs. A aparição em si já traz esta grande mensagem, mas vale lembrar ainda, que logo após o encontro da imagem aparecida, vieram outros sinais, primeiramente, uma pesca farturosa onde havia escacês de peixes e a seguir tantos outros, como até os dias atuais. Enfim, o grande consolo espiritual seria: Deus jamais desampara o seu povo em suas necessidades, verdade comprovada por Maria no seu Magnificat: (Lc 1,46-55) “A minha alma engrandece o Senhor (…) ele demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos de seu tronos e exaltou os humildes (três pobres pescadores, representando toda a nação empobrecida) saciou de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. Desde agora as gerações hão de me chamar de bendita.”
A Igreja nos ensina que Maria sempre nos aponta para o Cristo que é caminho verdade e Vida que nos leva ao Pai. Portanto, os nossos louvores não terminam em Maria, porque a nossa fé é Cristocêntrica e, se quisermos de fato, honrar a Virgem Maria, a Senhora Aparecida, devemos ouvi-la ainda hoje e sempre a nos pedir, como em Cana da Galileia: “Fazei tudo o que Ele disser!”(Jo 2,5)

4. Além das barraquinhas, o que mais acontece a partir do dia 3?
Haverá novena, procissão?

Segue a programação completa da Novena e da Festa

Muito obrigada pela atenção.

Eu agradeço o interesse em noticiar a nossa Novena e festa, desejo ainda, que o seu trabalho e de toda a Equipe seja sempre um bom serviço prestado aos leitores. Aproveito e convido a todos vocês e aos tantos leitores do Diário do Rio Doce para que participem conosco deste momento tão especial que é a Novena e a Festa de Nossa Senhora Aparecida. Por fim envio a todos e todas o meu abraço fraterno, fazendo-se acompanhar das Bênçãos da Mãe Aparecida. Pe. Paulo Roberto Fernandes – Pároco