SANTO DO DIA

São Bernardino de Sena, homem zeloso

                         São Bernardinho de Sena
Nasceu em Massa Marítima, na Toscana, Itália, no ano de 1380. Muito cedo, infelizmente, perdeu seus pais; mas, por outro lado, a Providência Santíssima agiu na sua formação através de tias cristãs fervorosas. Tanto que oraram, testemunharam, foram canais da Providência Divina para a vida de São Bernardino.

Numa vida de oração e penitência, ele discerniu seu chamado a uma vida consagrada, entrando para a família franciscana na Ordem dos Frades Menores. Ali, tornou-se sacerdote.

São Bernardino possuía muitas qualidades; muitas delas, sobrenaturais. Muitos dons, dentre eles, o carisma da pregação. Um homem zeloso, liderou o movimento da observância em prol de uma vivência radical do carisma franciscano. Quantas pessoas, na Itália, conheceram esse santo por causa da eficácia do nome de Jesus!

Grande devoto; tanto que nas leituras do ofício de hoje, encontramos um texto tirado de um de seus sermões: “O nome de Jesus é a luz dos pregadores, porque ilumina, com o seu esplendor, os que anunciam e os que ouvem a Sua Palavra. Por que razão a luz da fé se difundiu no mundo inteiro tão rápida e ardentemente, senão porque foi pregado este nome?”. Um grande pregador, ele reconhecia que tudo era graça na sua vida. Muitos puderam conhecer, através dos lábios desse pregador, o amor de Deus. Ele se expressou, revelou-se plenamente em Cristo Jesus na força do seu Espírito.

São Bernardino, como todos os santos e santas da Igreja de todos os tempos, foi conduzido pelo Espírito Santo. Centrado no mistério da Eucaristia, devotíssimo da Santíssima Virgem, ele se consumiu ao serviço da Palavra e do povo de Deus. No ano de 1444, ele partiu para o céu e intercede por nós para que sejamos todos servos da Palavra para glória e de Jesus.

São Bernardino de Sena, rogai por nós!

A água viva do Espírito Santo

Por que motivo o Senhor dá o nome de “água” à graça do Espírito Santo?

 A água que eu lhe der se tornará nele fonte de água viva, que jorra para a vida eterna (Jo 4,14). Água diferente, esta que vive e jorra; mas jorra apenas sobre os que são dignos dela.

Por que motivo o Senhor dá o nome de “água” à graça do Espírito Santo? Certamente porque tudo tem necessidade de água; ela sustenta as ervas e os animais. A água das chuvas cai dos céus; e embora caia sempre do mesmo modo e na mesma forma, produz efeitos muito variados. De fato, o efeito que produz na palmeira não é o mesmo que produz na videira; e assim em todas as coisas, apesar de sua natureza ser sempre a mesma e não poder ser diferente de si própria. Na verdade, a chuva não se modifica a si mesma em qualquer das suas manifestações. Contudo, ao cair sobre a terra, acomoda-se às estruturas dos seres que a recebem, dando a cada um deles o que necessita.

Com o Espírito Santo acontece o mesmo. Sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível, distribui a graça a cada um conforme lhe apraz. E assim como a árvore ressequida, ao receber água, produz novos rebentos, assim também a alma pecadora, ao receber do Espírito Santo o dom do arrependimento, produz frutos de justiça. O Espírito tem um só e o mesmo modo de ser; mas, por vontade de Deus e pelos méritos de Cristo, produz efeitos diversos.

Serve-se da língua de uns para comunicar o dom da sabedoria; ilumina a inteligência de outros com o dom da profecia. A este dá o poder de expulsar os demônios; àquele concede o dom de interpretar as Sagradas Escrituras. A uns fortalece na temperança, a outros ensina a misericórdia; a estes inspira a prática do jejum e como suportar as austeridades da vida ascética; e àqueles o domínio das tendências carnais; a outros ainda prepara para o martírio. Enfim, manifesta-se de modo diferente em cada um, mas permanece sempre igual a si mesmo, como está escrito: A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum(ICor 12,5).

Branda e suave é a sua aproximação; benigna e agradá­vel é a sua presença; levíssimo é o seu jugo! A sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, ilu­minar a alma de quem o recebe, e, depois, por meio desse, a alma dos outros.

Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe nos olhos a sua luz, começando a enxergar claramente coisas que até então não via. Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava.

Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo (Séc. IV)

(Cat. 16, De Spiritu Sancto 1,11-12.16: PG 33,931-935.939-942)

Fonte: Liturgia das horas

Coalizão promove ato contra constitucionalização da corrupção

O dia 20 de maio de 2015 foi escolhido como o Dia Nacional de Mobilização Contra a Constitucionalização da Corrupção, promovido pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, formada por mais de 100 entidades, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Nesta quarta-feira, às 9h, será realizada, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), uma caminhada e um ato cultural em repúdio à corrupção e ao parecer da Comissão Especial da Câmara dos Deputados para a Reforma Política.

O relatório apresentado à Comissão de Reforma Política da Câmara  tem como principais pontos o fim da reeleição para presidente, governador e prefeito; mandato de cinco anos para todos os eleitos; financiamento misto de campanha (recursos de pessoas físicas e de empresas) com limite para doações; e voto no chamado “distritão” para deputados e vereadores, uma espécie de eleição majoritária para os cargos legislativos, em que os mais votados são eleitos. A proposta pretende tornar constitucional o financiamento empresarial das campanhas. Estas mudanças devem aprofundar a influência do poder econômico nas eleições, como já alertou por diversas vezes o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão de Acompanhamento da Reforma Política, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães. “O financiamento por empresas das campanhas eleitorais é uma das principais origens da corrupção no Brasil. Uma empresa que doa milhões para eleger alguns candidatos não faz isso gratuitamente”, afirmou o bispo.

Proposta da Coalizão

Lançada em 2013, a Coalizão pela Reforma Política Democrática tem coletado assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular que visa: a extinção do financiamento das campanhas políticas por empresas; a reformulação do sistema político, com a inclusão da paridade no número de homens e mulheres no parlamento e aumento da participação de grupos sub-representados, como indígenas e negros; a regulamentação do artigo 14 da Constituição, que trata dos mecanismos da democracia direta, como plebiscito, referendo e projeto de lei de iniciativa popular.

São necessárias 1,5 milhão de assinaturas para que o projeto seja apresentado ao Congresso Nacional. Nos trabalhos realizados pela Comissão para a Reforma Política da Câmara dos Deputados, representantes da Coalizão participaram de sessões com o objetivo de apresentar a proposta defendida por 113 entidades da sociedade civil (saiba quais são aqui).

Participe

Para aderir ao Projeto de Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, imprima o formulário pelo site (www.reformapoliticademocratica.org.br), assine e envie para a Secretaria Nacional da Coalizão (SAS, Quadra 05, Lote 2, Bloco N, Edifício OAB, 1º andar, Brasília/DF – CEP: 70.070-913).

Caminhada
Local: Esplanada dos Ministérios – Brasília/DF
Data: Quarta-feira, 20 de maio de 2015
(Concentração às 9h em frente à Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida – Brasília)

Nomeados três novos bispos para o Brasil

O papa Francisco nomeou hoje, 20, padre Paulo Jackson Nóbrega de Souza (foto, à esquerda) como bispo da diocese de Garanhuns (PE). Ao acolher o pedido de renúncia de dom Alcimar Caldas Magalhães, conforme previsto pelo Código de Direito Canônico, por motivo de idade, o papa nomeou dom Adolfo Zon Pereira (ao centro da foto), como bispo de Alto Solimões (AM), onde já exercia a função de coadjutor.

Francisco também acolheu o pedido de dom Diamantino Prata de Carvalho de poder contar com um coadjutor na diocese de Campanha (MG), nomeando para o cargo dom Pedro Cunha Cruz (foto, à direita), que foi transferido da sede titular de “Agbia” e do ofício de auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ).

 Padre Paulo Nóbrega

 Nasceu em 17 de abril de 1969, em  São José de Espinharas (PB). Cursou Filosofia no Instituto de Teologia de Recife e Teologia no Seminário Arquidiocesano da Paraíba. Foi ordenado presbítero em 17 de dezembro de 1993. Em sua caminhada sacerdotal, padre Paulo Jackson atuou como administrador de diversas paróquias da diocese de Patos e pároco da paróquia Santo Antônio. Exerceu as funções de reitor do Seminário Propedêutico, coordenador diocesano de pastoral, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores. Possui mestrado em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico e doutorado em Teologia Bíblica pela Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2012, mora em Belo Horizonte, onde exerce a função de professor da Sagrada Escritura. É também formador do Seminário Teológico da diocese de Patos e administrador paroquial da paróquia Senhor Bom Jesus do Horto.

Dom Pedro Cruz

Natural do Rio de Janeiro (RJ), nasceu em 16 de junho de 1964. Foi ordenado presbítero em 1990, e nomeado bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro, em 2008. Em sua missão episcopal, dom Pedro exerceu a função de delegado do regional Leste 1, presidente do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), bispo referencial das Pastorais Sociais e referencial pela Pastoral Carcerária do Regional Leste 1. Seu lema é “Servo de Jesus Cristo” (Rm 1,1)

Dom Adolfo Zon

É natural de Orense, Espanha. Nasceu em 23 de janeiro de 1956. É religioso da Pia Sociedade de São Francisco Xavier para as Missões Estrangeiras. Foi ordenado sacerdote em 21 de junho de 1986. É formado em Teologia pela Universidade de Comillas de Madri (Espanha), com mestrado em andamento em Teologia Pastoral na Universidade de Salamanca. No início de sua trajetória presbiteral, padre Adolfo exerceu atividades na Pastoral da Juventude da arquidiocese de Pamplona na Espanha. Também foi co-pároco na paróquia São Francisco Xavier (1988-1992) e ecônomo da comunidade xaveriana, no mesmo país.

Em 1993, mudou-se para o Brasil, onde iniciou estágio pastoral na paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz, na diocese de Abaetetuba (PA), na qual também exerceu durante anos diferentes atividades pastorais, entre elas, foi membro do Conselho Regional da Cáritas do Norte 2 da CNBB, assessor na formação de leigos na Escola de Fé e Política, diretor da Escola Diocesana de Evangelizadores, vice-regional dos missionários xaverianos, de 2005 a 2010. Seu lema é “E eis que deixaram tudo e o seguiram”.

Fonte: CNBB

Entrevista com Pe. Paulo sobre a festa de Nossa Senhora Aparecida

pp Pe. Paulo concedeu uma entrevista ao jornal Diário do Rio Doce. Leia na íntegra:

1. Há quanto tempo acontece a Festa de Nossa Senhora Aparecida na

paróquia da Ilha?

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, da Ilha, foi criada em 02 de junho de 1962 pelo primeiro bispo diocesano de Governador Valadares, Dom Hermínio Malzone Hugo. Portanto há 52 anos, tendo como Pároco o Pe. Henrique Vander Feeten, acontece a festa de Nossa Senhora Aparecida aqui na Paróquia da Ilha. Inicialmente era uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida, localizada na Av. Mucuri, onde atualmente é a Loja-bar Casa Bonita.

2. Qual a importância dessa celebração para a comunidade?

Eu diria que ela é de grande importância não só para a comunidade da Ilha, como para toda a Igreja Particular de Governador Valadares, uma vez que a Ilha é a única Paróquia que tem Nossa Senhora Aparecida, como padroeira. Embora existam muitas comunidades espalhadas por toda a diocese em honra a Nossa Sra. Aparecida, Paróquia é somente a Ilha em toda a diocese de Gov. Valadares. Sendo assim, tal qual o Santuário Nacional de Aparecida do Norte (SP) é um ponto de convergência de fé e devoção para todo o povo Brasileiro, a Paróquia da Ilha faz eco em âmbito diocesano a esta grande devoção do nosso povo católico à Virgem da Conceição Aparecida, sendo que a sua novena acontece anualmente de 03 a 11 de outubro e a sua Festa no dia 12 como uma grande oportunidade de evangelização e revigoramento da Fé para o grande número de fiéis, não só da Ilha, mas de todas as paróquias que participa das festividades litúrgicas e devocionais. Lembrando ainda que a sua festa, se não cai no domingo, como neste ano, é sempre um feriado Nacional, por ser ela a Padroeira do Brasil.

3. Vivemos em um mundo onde constantemente precisamos de algum tipo de
consolo espiritual. Qual a mensagem deixada por Nossa Senhora Aparecida?
A história da Aparição da imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba, daí o título de Aparecida – aquela que apareceu e se deixou encontrar – é com certeza, a grande mensagem a ser acolhida em todos os tempos. Assim como naquele momento histórico 1717, quando imperava a opressão no Brasil com uma nação dividida entre escravos e livres, negros e brancos, Nossa Senhora Aparecida veio como um sinal claro da subversão de Deus aos esquemas humanos, “os meus pensamentos não são como os vossos pensamentos,, e vosso caminhos, diz o senhor não são como os meus caminhos. Estão os meus caminhos acima dos vosso caminhos e meus pensamentos acima dos vosso pensamentos quanto está o céu acima da terra.”(Is 55,8-9) A saber: uma imagem que é encontrada em duas partes, corpo e depois, separadamente, a cabeça, símbolo de uma sociedade dividida entre opressores e oprimidos. Também a cor escura da imagem encontrada não passou despercebida como um sinal do Deus que é Pai, que ama com a ternura do coração de uma mãe e não faz acepção de raça ou de cor, mas ama a todos como filhos e filhas e quer que todos vivam como irmãos e irmãs. A aparição em si já traz esta grande mensagem, mas vale lembrar ainda, que logo após o encontro da imagem aparecida, vieram outros sinais, primeiramente, uma pesca farturosa onde havia escacês de peixes e a seguir tantos outros, como até os dias atuais. Enfim, o grande consolo espiritual seria: Deus jamais desampara o seu povo em suas necessidades, verdade comprovada por Maria no seu Magnificat: (Lc 1,46-55) “A minha alma engrandece o Senhor (…) ele demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos de seu tronos e exaltou os humildes (três pobres pescadores, representando toda a nação empobrecida) saciou de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. Desde agora as gerações hão de me chamar de bendita.”
A Igreja nos ensina que Maria sempre nos aponta para o Cristo que é caminho verdade e Vida que nos leva ao Pai. Portanto, os nossos louvores não terminam em Maria, porque a nossa fé é Cristocêntrica e, se quisermos de fato, honrar a Virgem Maria, a Senhora Aparecida, devemos ouvi-la ainda hoje e sempre a nos pedir, como em Cana da Galileia: “Fazei tudo o que Ele disser!”(Jo 2,5)

4. Além das barraquinhas, o que mais acontece a partir do dia 3?
Haverá novena, procissão?

Segue a programação completa da Novena e da Festa

Muito obrigada pela atenção.

Eu agradeço o interesse em noticiar a nossa Novena e festa, desejo ainda, que o seu trabalho e de toda a Equipe seja sempre um bom serviço prestado aos leitores. Aproveito e convido a todos vocês e aos tantos leitores do Diário do Rio Doce para que participem conosco deste momento tão especial que é a Novena e a Festa de Nossa Senhora Aparecida. Por fim envio a todos e todas o meu abraço fraterno, fazendo-se acompanhar das Bênçãos da Mãe Aparecida. Pe. Paulo Roberto Fernandes – Pároco